A Ilha dos Amores

Não.

Não se trata da mesma ilha onde os navegadores portugueses e as ninfas “confraternizaram”, digamos assim…

Mas o nome é certamente inspirado no celebérrimo Canto IX de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões.

O rio Minho e a organização política podem ter “separado” minhotos e galegos mas, apesar das seculares lutas sangrentas, Minho e Galiza vivem actualmente uma relação apaixonada – até os poetas cantam “os namorados” e os outros sorriem com tal “intimidade”

A Mãe-Natureza, sabiamente, esculpiu em pleno rio Minho o símbolo desse e de outros amores.

De todos os amores.

E fê-lo em forma de coração.

Ei-lo:

 

Crédito: butterfliesehurricanes.blogspot.com

Crédito Foto: butterfliesehurricanes.blogspot.com

Não bastava já a magnífica paisagem.

A ilha-coração verde – aproximadamente 400 metros de comprimento e 100 metros de largura, situada ao largo de Gondarem (Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo) -, é um daqueles caprichos da Mãe-Natureza que torna o cenário quase irreal.

Há coisas extraordinárias em Portugal, não há?

O Pudim Abade de Priscos

Não resisti a iniciar o Temp(l)o da Gula com este doce.

Motivos?

A Gula é um dos 7 Pecados Capitais.

Ora este pudim faz de mim uma alegre pecadora compulsiva…mas a culpa não é só minha!

O Pudim Abade de Priscos carrega o nome do verdadeiro culpado – o sacerdote católico minhoto que criou esta receita pecaminosa deliciosa no século XIX.

Pensando bem… podemos ver as coisas por outro prisma.

Se Deus concedeu ao Senhor Abade talento para inventar semelhante pecado iguaria, é porque nos queria ver felizes…

Portanto, eu vou continuar a pecar deliciar-me alegremente com o Pudim Abade de Priscos sempre que puder!

Viram como um bom raciocínio consegue desculpar-nos de tudo?

Em Montreal, Aurora Rocha é uma portuguesa de Amares!

Como é que Aurora Rocha, há 41 anos a residir em Montreal, e que assumiu aqui o papel de conselheira turística, vê o seu país e a vila que deixou?

Neste momento, considero que Portugal…

há-de melhorar!

Procuro manter-me actualizada, mas não é fácil… E sei bem que vir cá de férias é uma coisa, viver cá é outra completamente diferente!

De resto, deixo uma sugestão: fico um pouco impressionada com o uso exagerado da língua inglesa por aqui! Ouvimo-lo por todo o lado e vemo-lo escrito em qualquer lugar, até nas montras! Acho um exagero! Se estamos em Portugal, os anúncios deviam ser lidos e escritos em português!

Se um dia vou voltar?

Não!

Tenho no Canadá os meus filhos e as minhas netas e, por isso, manterei lá a minha casa. Contudo, nunca se sabe. Quando estiver reformada, procurarei passar 6 meses em Portugal e 6 meses no Canadá… enquanto puder.

Visito Portugal…

…todos os anos, no Outono.

Se me sinto longe de Portugal?

Não!

Na verdade, quando estou em Portugal estou bem, e quando estou no Canadá também!

Do meu país, sinto falta…

…do clima, da praia, da Língua Portuguesa, que é a minha… foi aqui que nasci… mas o que me faz voltar é sobretudo o clima.

De Amares, sinto saudades…

…de tudo!

É muito sossegado e, ao mesmo tempo, estamos muito próximos de Braga.

Não conhece Amares? Então não deixe de apreciar…

A PONTE DO PORTO

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Crédito Foto: Commons.wikipedia.org

 Trata-se de uma estrutura construída na freguesia de Prozelo, sobre o rio Cávado, no século XIV.

O que comer em Amares?

Prove as Papas de Sarrabulho e os Rojões!

Onde comer bom e barato em Amares?

Gosto do restaurante Tapada do Fernando, no centro da vila.

Portugueses lá fora, mas com a alma cá dentro!

Em Montreal, António Rocha é um português de Amares!

Como é que António Rocha, há 46 anos na metrópole francófona do Canadá, e que deu valiosas sugestões a quem um dia lá for, vê o seu país e a vila que deixou?

Neste momento, considero que Portugal…

…está numa situação muito difícil.

Sigo as notícias todos os dias e penso que o país já bateu no fundo, não pode descer mais e a única solução é subir.

O povo português é humilde, trabalhador e honesto.

Considero que Portugal tem futuro; é pequenino e apreciado, elogiado no mundo inteiro.

Há gente muito inteligente no nosso país; eu sei que muitos, infelizmente, não têm condições para ficar e emigram… mas há sempre quem acabe por resistir ou voltar um dia. O país não se pode dar ao luxo de perder gente com tantas capacidades, que podem ajudá-lo a recuperar da crise. Para mim, o mar é a nossa grande riqueza.

Se um dia vou voltar?

Voltar de vez não, mas gostaria de passar algumas estações no Canadá e outras em Portugal.

Visito Portugal…

…todos os anos, no Outono.

Se me sinto longe de Portugal?

Não, porque acompanho muito a realidade portuguesa através da televisão.

Do meu país, sinto falta…

…do sol!

De Amares, sinto saudades…

…da sua beleza… não há terra melhor do que esta… e foi aqui que eu nasci.

Não conhece Amares? Então não deixe de visitar…

…os arredores da vila, com belas paisagens, muito verdes, rodeadas por montanhas, já a caminho do Gerês.

O que comer em Amares? 

Prove as Papas de Sarrabulho, os Rojões e o Bacalhau à Lagareiro.

Onde comer bom e barato em Amares?

Experimente o restaurante Tapada do Fernando, no centro da vila.

Portugueses lá fora, mas com a alma cá dentro!

Tapada de Chaves

Para abençoar esta já de si União Perfeita, foi preciso rumar ao Alentejo!

VINHO : Tapada de Chaves (Quinta Tapada de Chaves)

DOC: Alentejo

CASTAS – Trincadeira, Aragonez, Castelão (Periquita)

PREÇO – 14,00€ (aprox.)

RELAÇÃO QUALIDADE/PREÇO: 3/5