Montalegre tem um guardião… imponente!

O magnífico Cozido à Portuguesa de Montalegre está bem longe de ser o único atractivo desta vila transmontana, que não é conhecida como “Sentinela do Barroso” por acaso.

Motivo?

Simples – é necessário subir mais de 1000 metros até lá chegar!

E, acreditem, chegados ao topo, a sensação é incrível – e o vento gelado que soprou no Domingo também!

Falando em topo, lá nas alturas, o que vão encontrar guardando tudo com ar severo justifica bem a escalada

Falo do Castelo de Montalegre, sobretudo da imponente Torre de Menagem, imperiosa no alto dos seus 27 metros e 13 de largura, a vigiar tudo lá em baixo.

Castelo Montalegre A

Magnífica, não é?

À volta dela, o cenário é igualmente extraordinário.

Castelo Montalegre D


Castelo Montalegre E


Castelo Montalegre  F

Castelo Montalegre I

E, lá no fundo, uma bela visão do vale superior do rio Cávado.

Castelo Montalegre  J

Montalegre e o seu castelo vigilantes de uma paisagem única… que, felizmente, irei revisitar muito em breve!

Perdidos por 100, perdidos por 1000

Sabem quando nos dá aquela vontade de comer um petisco?

Mas um petisco daqueles que bem sabemos que não devíamos?…

Pronto.

Foi este o caso.

O molho de mostarda ficou uma delícia com o ovo caseiro e o hambúrguer feito em casa… e o pão de cereais é muito saudável…

Desculpas, desculpas…

Para acompanhar o pecado o petisco, o vinho escolhido foi o DOC Dão Torre de Ferro.

DOC Dão Torre de Ferro

As castas nele presentes são a Touriga NacionalAlfrocheiro e Tinta Roriz. Com um valor aproximado de 1,90€, a relação qualidade/preço revelou-se muito boa.

Olhando para o prato que hoje apresento, só me ocorre esta máxima tão antiga e tão cheia de verdade…

Aquilo que sabe bem… ou é pecado… ou faz mal…

Será que sabemos mesmo o que é melhor para os outros?

Muitas vezes não sabemos, mas estamos convencidos do contrário…

Todos nós conhecemos casos de boas intenções que acabaram mal. Talvez seja por isso que existem tantas histórias que nos tentam mostrar que colocarmo-nos na pele do outro é muito difícil… e que nem sempre o que nós achamos coincide com aquilo que o principal interessado acha também…

No meio de tantos achismos, há sempre quem não resista à tentação de impor a sua vontade, porque sabe que tem razão e que o outro precisa de ajuda e nem sequer se apercebe disso.

Podemos condenar este tipo de raciocínio?

Não teremos nós, uma vez que seja, cometido o mesmo erro?

Descobri num livro infantil esta magnífica história da tradição oral africana que reconto com um toque pessoal. Ela mostra bem o que acontece quando fazemos aos outros precisamente o que nunca deveríamos fazer! E, mais grave, sem termos bem a noção do tamanho do nosso disparate!

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Um mês de ti… às cores!

Faz hoje um mês que chegou a Primavera.

Aproveitando os dias soalheiros, entretive-me a fotografar o jardim.

O espectáculo que a Natureza oferece por estes dias é incrível. Não há como não parar e apreciar o que está à nossa volta.

As cores, os tons, a formas – é tudo tão lindo, tão harmonioso e tão perfeito!

Quem pode ficar indiferente a tamanho espectáculo?

Um mês de ti...às cores!


 Um mês de ti...às cores!


Um mês de ti...às cores!


Um mês de ti...às cores!


Um mês de ti...às cores!


Um mês de ti..às cores!


Um mês de ti... às cores!


Um mês de ti...às cores!


Um mês de ti... às cores!


Um mês de ti... às cores!


Um mês de ti...às cores!


Um mês de ti... às cores!


Um mês de ti...às cores!

Esplendor primaveril!

Há um monstro em Chaves!

Ontem vi uma reportagem na televisão sobre a magnífica cidade de Chaves.

Insensivelmente, aquelas imagens fizeram-me recordar uma hilariante peripécia que li já não sei especificar onde, mas que não resisto a partilhar aqui.

Há mais de dois séculos, um folheto de cordel foi vendido pelas ruas de Lisboa com grande sucesso, tendo sido reeditado várias vezes.

Sem valor artístico ou literário de monta, o dito papelito era extraordinário.

Atentem no título:

“Relação do horrendo monstro que agora apareceu próximo da vila de Chaves na Província de Trás-os-Montes e da forma como um pastor o apanhou”

A ilustrar o relato, surgia a ilustração de um mostrengo meio leão meio lagarto!

E as pessoas acreditaram?

Bem… quem sabe?

Na verdade, esta historieta de cordel reunia dois ingredientes fundamentais das histórias do género.

Em primeiro lugar, a fantasia, o explorar o gosto dos leitores pelo irreal, o inexplicável, o misticismo, os seres mitológicos e fantásticos, a magia e o prodígio…

Espantados?

Basta ver o sucesso que a Literatura Fantástica tem no leitor actual, dando origem a filmes que são sucessos de bilheteira e a seriados que prendem o espectador à televisão.

Exemplos?

O Senhor dos Anéis, a Guerra dos Tronos

O segundo ingrediente de sucesso do monstro leão-lagarto de Chaves era a distância.

Situada no alto de Portugal, Trás-os-Montes surgia aos olhos dos lisboetas como uma terra quase mística, envolta em brumas e mistério e, sobretudo, praticamente inacessível – daí o autor da historieta estar bem seguro que ninguém iria sequer tentar ver semelhante bicharoco em carne e osso – e questionar a veracidade do relato!

Sim.

Prodígios destes só ocorrem em terras isoladas, tocadas pela magia, pelo misticismo, onde o imaginário popular aceita naturalmente as manifestações do fantástico pois tudo o que rodeia o povo é, naturalmente, extraordinário.

E, para o português de então, Trás-os-Montes era assim – isolado, desconhecido, envolto em brumas e mistério – onde tudo era possível, até um monstro meio leão meio lagarto a passear em Chaves!