Amanhã já será Junho!!!

Nunca a expressão “O tempo voa” fez tanto sentido para mim como agora.

Assim que entrámos em 2015, perdi a noção dos dias, literalmente.

Quando comecei a ouvir falar em festejos de Carnaval, fiquei muito espantada porque, para mim, a Passagem de Ano tinha sido ainda ontem… Os festejos carnavalescos vieram e foram deixando-me indiferente como sempre. Começou a Quaresma. Era suposto durar quarenta dias mas, uns dias depois, a Semana Santa chegou e, com ela, a Páscoa.

Tudo à velocidade da luz.

Este ano, confesso que experienciei mais do que nunca a mudança das estações. Talvez por estar mais atenta a detalhes que me escapavam antes, vá lá saber-se por que motivo. Quando a Primavera chegou em pleno ao meu jardim, resolvi captá-la em imagens praticamente diárias e partilhá-las aqui, quase com medo que ela fugisse sem que eu me apercebesse!

Entretanto, os dias foram ficando cada vez maiores e mais luminosos e, de repente, já Maio estava no fim!

Amanhã entramos no mês que marca o meio do ano e eu estou literalmente chocada. Com Junho chegará o Verão, no dia 21. Férias, sol, calor, praia, esplanadas, passeios, etc., etc… Muito bom.

Pela minha parte, vamos lá ver se consigo viver estes seis meses que faltam para a próxima Passagem de Ano sem ser tão apanhada de surpresa pela sucessão dos dias e das festas religiosas no calendário. Caso contrário, começarei a ouvir falar, na televisão, dos destinos turísticos já esgotados para celebrar a chegada de 2016 e eu ainda estarei em modo de Verão, pensando em biquínis e gelados… que são sempre duas coisas boas para nos ocupar a mente, verdade?

A minha declaração de amor preferida

Já todos ouvimos uma declaração de amor na vida. Ou talvez várias. Os mais sortudos neste capítulo talvez tenham ouvido tantas que já se esqueceram de uma boa parte delas.

Contudo, estas coisas ficam normalmente bem gravadas… é uma espécie de memória futura da nossa vida passada, do que aconteceu, do que podia ter acontecido, do que quase foi mas afinal não era o tempo certo. E nem a pessoa certa também. Ou era a pessoa da nossa vida que apareceu no momento errado.

Quanto às declarações de amor em si, há as sinceras, as assim-assim ou nem por isso, as apaixonadas, as frias, as espontâneas, as programadas, as ensaiadas… as que tinham tudo para correr bem e são um desastre; as que nem eram para ser naquele dia e àquela hora mas saíram sem querer e foram, felizmente, bem recebidas.

São quase sempre gaguejadas, murmuradas, envergonhadas e coradas, ditas de supetão, a correr, não vá o outro fugir sem olhar para trás.

A acompanhar as palavras, há o olhar, que descobre muito mais o coração do que qualquer coisa que se possa dizer.

E, de repente, essas palavras, esse olhar, mudam tudo, como se algo se estilhaçasse sem conserto possível. Acabaram as falsas indiferenças, o fingir que o outro é igual a todos os outros, porque algo foi dito, o olhar fugiu e tudo se alterou em segundos.

Este vendaval de emoções já foi descrito muitas vezes na televisão, no cinema, na Literatura. Neste último caso, na minha opinião, ou não fosse eu uma queirosiana incurável, a declaração de amor perfeita é esta:

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Quando o melhor é… não inovar!

É bem verdade que um petisco suculento, daqueles muito pouco saudáveis, é sempre uma tentação difícil de vencer

Mas também é verdade que prefiro, de longe, saborear uma comida caseira, cozinhada com esmero. O resultado recompensa sempre o tempo dispendido a confeccioná-la.

Hoje apresento um dos meus pratos favoritos.

Quando tenho a oportunidade de cozinhar um frango caseiro, normalmente é assim que o preparo.

Nada de novo, nada de original, portanto… mas muito, muito bom! – E reparem bem na modéstia da cozinheira

Para acompanhar o repasto, a escolha recaiu num vinho do Douro:

Cadão

O Cadão tem um custo aproximado de 3,80€ e uma relação qualidade/preço muito boa. As castas nele presentes são a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz.

Antes de iniciada a refeição, ocorreu-me esta afirmação dos antigos, que destas coisas sabiam muito:

Boca que apetece… coração que deseja!

E como eram sábios!…