Como eu gosto daqueles idiotas

Há um grupo de idiotas com quem tenho passado excelentes meias horas nestes últimos anos. Não aprendo nada com eles; não me obrigam a pensar e nem sequer têm nada a ver comigo mas, mesmo assim, neste momento, não os dispenso.

Eu e milhões de seguidores em todo o mundo, diga-se de passagem.

Oito temporadas e 183 episódios passaram num instante. Já vamos na nona volta. Haverá uma décima? Isto de aguardar ansiosamente pelo regresso de pessoas que só existem na ficção não é bom sinal mas, tratando-se de The Big Bang Theory, o caso muda de figura.

Cada personagem é uma caricatura, um exagero levado ao limite do ridículo – são idiotas, imaturos, apalermados e… fantásticos.

O meu preferido é Sheldon Cooper – interpretado por esse poço sem fundo de talento que é Jim Parsons – físico brilhante, com um “Q.I. impossível de medir”, como ele próprio faz questão de dizer – maníaco, obsessivo-compulsivo, vaidoso, intransigente, intolerante, infantil, assexual… um perfeito robô em forma de gente.

Seguem-se o cientista inseguro apaixonado pela vizinha da frente – a tradicional loira limitada, vá, que sonha ser actriz e serve à mesa; o cientista indiano que só fala com mulheres se estiver bêbedo e é uma caixinha de surpresas; assim como o engenheiro judeu, com uma sexualidade exacerbada e que ainda vive com a mãe. Algumas coisas mudaram entretanto, com muita confusão e disparate à mistura.

Juntos na universidade onde trabalham ou em casa protagonizam diálogos inteligentes, cenas hilariantes aos quais se vão juntando outras personagens igualmente cómicas e desajustadas.

Quando o objectivo é apenas rir, relaxar e “esquecer a vida lá fora”, não há como eles.

The Big Bang Theory

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