A juventude e a ruína das nações

Numa altura em que milhares de alunos regressam à escola, não resisto a fazer esta pequenina provocação.

Não faltam “peritos” das mais variadas áreas e com diferentes formações e sensibilidades a opinar sobre educação. Cada um pensa que sabe tudo e conhece a solução milagrosa que transformará a sala de aula num local de efectiva aprendizagem, onde todos se sintam felizes – os docentes e os discentes – e, do lado de fora do portão, os pais e a sociedade em geral.

A verdade é que a escola se transformou numa autêntica banca de laboratório onde já se experimentou de tudo e o seu contrário.

Os resultados são tristes – para alunos, professores, pais – enfim, para todos nós.

Com infinita papelada, objectivos delineados por “especialistas de gabinete”, teorias inventadas a pensar em estatísticas e eleições, pouco ou nada tem sobrado para aquilo que é verdadeiramente o objectivo da escola. Não é um depósito de crianças ou adolescentes, não é um centro de testes em que se ensaia  hoje o direito e amanhã o avesso – é um local de ensino e aprendizagem. Aqui estão duas palavras que aterrorizam muitos especialistas do “eduquês” – ensinar a sério e aprender a sério. Com muito trabalho, esforço e estudo. Mais três palavras que inspiram o pânico aos “conhecedores” atrás mencionados.

Tudo o resto é ilusão. E, literalmente, recreio.

Por isso, hoje deixo uma frase brilhante, já com muitas décadas, proferida por Noel Clarasó Serrat (1899-1985), escritor catalão, e que deveria ser afixada em todas as salas onde se decidem as inúmeras políticas educativas que têm massacrado – e destruído – a escola portuguesa.

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Amar Portugal hoje… e todos os dias

Hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Nestes tempos que correm, nunca fez tanto sentido celebrar o nosso país.

Porquê?

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